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Chuva e descida de serra requerem atenção


Chuva e descida de serra requerem atenção

Com as chuvas que caracterizam esta época do ano, é preciso redobrar atenção. Nas estradas, o risco é de aquaplanagem. Nas cidades, o problema são as enchentes. É necessário também estar atento aos freios nas descidas de serra

As viagens de carro no fim de ano têm uma diferença fundamental em relação às feitas nas férias de julho: a temporada de chuvas. De dezembro a março as estradas ficam mais perigosas por causa das pistas molhadas e da redução da visibilidade.

Por mais tecnologia que o veículo tenha, os pneus são o único ponto de contato com o piso. Acima de 80 km/h, qualquer carro está sujeito à aquaplanagem, mesmo se tiver pneus novos.

Isso ocorre quando os pneus “sobem” na lâmina de água e perdem o contato com o pavimento. Nessa situação, o veículo não responde aos comandos de direção, freios e acelerador.

Se ocorrer em curvas, a aquaplanagem é ainda mais perigosa. A tendência é de o carro seguir em linha reta, mesmo que o motorista esteja esterçando o volante para um dos lados.

Para diminuir o risco de acidentes, em caso de chuva a primeira providência é reduzir a velocidade. Outra razão para diminuir o ritmo é que, sobre piso molhado, as distâncias de frenagem aumentam. Segundo a fabricante de pneus Bridgestone, enquanto na média um carro a 80 km/h precisa de 27 metros até parar no seco, na pista molhada a distância pode aumentar para cerca de 35 m.

Na chuva, cuidado com a aquaplanagem

Os primeiros indícios de que o veículo entrou em aquaplanagem são a direção leve e a elevação do giro do motor (indicando redução do atrito com o piso). Se isso acontecer, não freie. Tire o pé do acelerador e deixe a velocidade cair sozinha.

Além da chuva, é preciso também tomar cuidado em descidas de serra. Muita gente nessa época costuma descer para as praias, e as descidas íngremes representam ameaça à segurança, por causa do risco de perda de eficiência dos freios. A razão é que o atrito prolongado entre discos e pastilhas (ou lonas e tambores, dependendo do veículo) eleva a temperatura do conjunto.

A primeira consequência de superaquecimento nos freios é a queda da calota (nos modelos equipados com o acessório). Ela cai porque as rodas esquentam tanto que chegam a derreter o plástico. Isso explica a quantidade de calotas perdidas em trechos de serra. Esse, porém, é o menor dos males. Sem freios, o risco de acidentes aumenta muito.

WS1 SÃO PAULO – 05/01/ 2019 – CUIDADOS COM OS FREIOS AO DESCER A SERRA / JORNAL DO CARRO – Cuidados com os freios ao descer a serra. foto de placa com a inscrição “DESÇA ENGRENADO” em trecho de serra na Rodovia dos Tamoios e imagens de calotas na beira do acostamento (a perda das calotas é a primeira consequência do aquecimento dos freios). FOTO:WERTHER SANTANA/ESTADÃO CONTEÚDO

Para evitar o problema, utilize o freio-motor. Reduzindo a marcha (tanto em modelos automáticos como nos manuais), o motor ajuda a conter a velocidade do veículo, sem uso excessivo dos freios. Em carros com câmbio manual, deve-se descer utilizando a mesma marcha que seria usada na subida.

Veículos automáticos mais modernos fazem a redução sozinhos. Mas, caso a rotação do motor esteja baixa (sinal de que não há atuação de freio-motor), é recomendável a redução manual.

Pedal de freio “baixo”

O aumento no curso do pedal de freio é o primeiro sinal de que o sistema está perdendo eficiência. Se isso ocorrer, procure reduzir a marcha até o limite de giro do motor, para diminuir a velocidade. Com o veículo devagar, fica fácil parar no acostamento, ou em algum posto de serviços.

Depois de esfriar, os freios voltam a funcionar. Não tente parar o carro utilizando o freio de mão, porque há o risco de o carro rodar na pista.

Na cidade, atenção com enchentes

Se nas estradas a chuva em excesso aumenta o risco de aquaplanagem, nas cidades o problema são as enchentes. Por isso, é preciso ficar atento para evitar alagamentos.

A primeira providência é observar a altura do nível de água do trecho alagado. O mais aconselhável é estacionar o veículo em um local elevado e esperar a água baixar. Caso decida enfrentar o alagamento, veja se a água não está acima da metade das rodas. Se esse for o caso, não avance. Muita água pode fazer o carro boiar, e ficar à deriva.

No caso de a água estar abaixo da metade das rodas e você decidir que a travessia é possível, faça o trajeto pela parte central da via, que é a mais elevada. Dirija em baixa velocidade, para evitar formação de ondas. E procure manter marcha reduzida (primeira ou segunda, por exemplo) e rotação constante, acima de 3.000 rpm. O mesmo cuidado vale para automóveis automáticos, que devem permanecer na primeira marcha.

Não deixe a rotação do motor cair, para evitar entrada de água pelo cano de escapamento. Também evite andar perto de outros veículos. Se a movimentação de carros elevar o nível da água, com formação de ondas, ela pode chegar à entrada de ar do motor. Nesse caso, o motor pode aspirar água em vez de ar, com o risco de calço hidráulico. Isso ocorre quando os pistões comprimem água na câmara de combustão, com a consequente quebra de bielas e outros componentes.

Por isso, se o propulsor morrer durante a travessia, não tente dar a partida. Mantenha-o desligado e remova o veículo até uma oficina por meio de plataforma. Caso seja constatado que a água entrou no motor, será necessário substituir o óleo lubrificante, que pode ter sido contaminado.

Após a travessia, teste os freios

Após a transposição do trecho alagado, dirija em baixa velocidade e teste os freios, pisando levemente no pedal. Isso porque, depois de passar pela água, é possível que os freios estejam encharcados, o que diminui a capacidade de frenagem. Pisando um pouco no pedal, a tendência é a de que o sistema vá secando aos poucos, e recupere o poder de frenagem.

https://jornaldocarro.estadao.com.br/servicos/chuva-e-descida-de-serra-requerem-atencao/

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